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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 2 anos
Excelentes idéias. Deus sabe que sou a favor de mais liberdade para promover a carteira de clientes de cada advogado, afinal, ninguém vai "adivinhar" que lá nos confins do último corredor do último andar do seu prédio, dentre tantos outros no mesmo quarteirão, lá estará você, advogado, com sua portinha aberta, e sua plaquinha discreta. O cliente vai onde o seu advogado está. Mas para isso, ele precisa conhecer o advogado, precisa ter sido indicado ou dele ter ouvido falar. Sem um mínimo de publicidade o cliente não chegará aos pequenos escritórios individuais e a população estará à mercê dos grandes escritórios, nem sempre interessados nas causas do cidadão comum, muitas vezes atendidos por estagiários e profissionais em início de carreira, que prestam serviços àquele grande escritório, raramente com o mesmo brilhantismo do "doutor Fulano" que aparece na placa, mas raramente aparece na audiência do cliente "pequeno". Raramente sequer digita uma única linha que seja da petição deste cliente pequeno. Existem milhares de bons e bem preparados advogados atuando individualmente em modestos escritórios, que muito melhor atenderiam aquele cliente subestimado pelos grandes. Mas as limitações legais na publicidade realmente são um problema. E todos nós devemos sempre buscar meios de nos fazer ver, sem cometer infrações éticas. Por falar nisso, ressalvo aqui que o termo "captação de clientes" é terminantemente proibido pelo art. 7º do Código de Ética e Disciplina da OAB. Na verdade, para o bom léxico, sabemos que os termos "inculcar" e "captar" trazem em si uma conotação de má fé. São formas de atrair e conquistar clientela de modo a ferir a ética, os bons costumes e a moral. O exemplo clássico é "pescar" o cliente do colega nos corredores do prédio, "inculcando" nele a idéia de que você é melhor que o seu colega, e assim, "captando" aquele cliente para dentro do seu escritório, em prejuízo do seu colega, que até então havia sido a primeira escolha do cliente. Isso é só um exemplo. Mas garanto que a vontade da lei, quando dispõe sobre a vedação do oferecimento de serviços advocatícios por meio de inculcação e captação, é disso que trata: da afronta aos bons costumes, à moral e consequentemente, à ética. Por isso o termo captar clientela deve ser evitado no exercício da advocacia. Deve ser substituído por "conquistar" clientela. Podemos e devemos conquistar nossos clientes, captar, jamais, pois isso induz a ideia de que o cliente foi atraído a você de forma ilícita. É o meu parecer. Sub judice.
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